domingo, julho 17, 2011

Educar para a compreensão da arte.



A arte com novas faces nos apresenta um certa incompreensão, ainda mais se observada com os antigos parâmetros nos quais fomos educados.
E isto já não cabe mais na observação da arte contemporânea, que se reformula e nos propõe mais questões do que respostas.
Como encontrar o devido espaço da arte na grade curricular, não apenas como um preenchimento de lacuna dita obrigatória?
Primeiro precisamos mostrar aos nossos alunos o valor das Aulas de Artes, mostrar a importância do que temos para ensiná-los.
Promover situações que ajudem a ampliar as habilidades de interpretação e compreensão crítica de obras de Artes é tido por muitos pesquisadores e estudiosos da área como a principal meta do ensino em Artes Visuais Contemporâneo.
Buscar pelo nosso espaço, exigindo concursos direcionados e mostrando a importância da arte no desenvolvimento da aprendizagem em todos os seus aspectos.
Como então, educar para a compreensão da arte?
A arte contemporânea, por ser vasta, aberta, sem convenções pré-estabelecidas e livre, proporcionando uma reflexão profunda do que é arte, e a construção de novos conhecimentos, através de perguntas e não respostas, não fornecendo saídas ou soluções. A contemporaneidade proporciona espaço para ampliar a interpretação e a compreensão da arte através do viés econômico, social e cultural.
Na contemporaneidade é preciso aprender a ser provocativo, questionador, transcorrer o subjetivo, interpretar, expressar e atribuir sentidos e estar aberto a todas as culturas e diversidades e apresentar esta arte aos nossos alunos não como algo pronto e estabelecido, mas como a oportunidade nos dada por outro para pensarmos sobre muitas questões pertinentes ao nosso mundo interior e exterior.

Buraco Negro - Aldir Mendes de Souza

A área de artes visuais nos PCN EF séries finais

Na análise e leitura dos PCN’s, encontramos o subsídio necessários para o norteamento das aulas, como auxílio do professor. Não são receitas, e sim indicativos.
Os PCNs apresentam 3 diretrizes básicas para as ações pedagógicas: produzir, apreciar e contextualizar.
Também propõe 4 modalidades artísticas para serem trabalhadas com os alunos: Artes Visuais, Música, Teatro e Dança.
Na proposta geral dos Parâmetros Curriculares Nacionais, Arte tem uma função tão importante quanto as outras áreas do conhecimento no processo de ensino aprendizagem, com conteúdos próprios ligados a cultura artística e não apenas como mera atividade. A educação em Artes propicia o desenvolvimento do pensamento artístico e da percepção estética, que caracterizam um e imaginação.
aborda o aspecto histórico da Arte no Brasil e a sua contribuição para a sua sociedade e quais as suas perspectivas de desenvolver nesta sociedade melhores conceitos e atividades sobre arte.
O ensino da Arte dentro do contexto escolar tem como objetivo de ajudar os estudantes que passam pela escola a entender, refletir e criticar a sociedade e sua cultura na comunidade em que vive, buscando pleno desenvolvimento do educando para o exercício da cidadania e sua qualificação ao mercado de trabalho.
Traz consigo ainda os objetivos a serem desenvolvidos com os alunos enquanto ao ensino da arte, usando-se de verbos como investigar, experimentar, compreender, usufruir, identificar, contextualizar, o que demonstra a grande abrangência do estudo das artes e do seu desenvolvimento nos diversos âmbitos da aprendizagem.

Mudanças no ensino da Arte

MUDANÇAS NO ENSINO DA ARTE

Ana Mae Barbosa, em seu livro Inquietações e Mudanças no Ensino da Arte, nos apresenta resultados de uma pesquisa feita com professores de artes visuais, que responderam, basicamente, a seguinte questão:
Em que sentido a Arte-Educação mudou e como essas mudanças estão sendo percebidas pelos professores?

Vejamos o que diz Kátia Canton, professora, pesquisadora e crítica de arte:
“Bem, e qual é o significado da arte? Para começar, podemos dizer que ela provoca, instiga, estimula nossos sentidos, de forma a descondicioná-los, isto é, a retirá-los de uma ordem pré-estabelecida, sugerindo ampliadas possibilidades de viver e de se organizar no mundo.”
“A arte ensina justamente a desaprender os princípios do óbvio que é atribuído aos objetos, às coisas. Ela parece esmiuçar o funcionamento das coisas da vida, desafiando-as, criando para elas novas possibilidades. Ela pede um olhar curioso, livre de “pré-conceitos”, mas cheio de atenção. Os jovens já têm essa disponibilidade, mas é preciso estimular seu convívio com arte para facilitar e aprimorar essa percepção.”
“Agora, ao mesmo tempo em que se nutre da subjetividade, há outra importante parcela da compreensão da arte que é constituída de conhecimento objetivo, envolvendo a história - da arte e dos homens -, para que, com esse material, se possa estabelecer um grande número de relações. Para contar essa história, a arte precisa ser plena de verdade, refletindo o espírito do tempo, com a visão, o pensamento e o sentimento das pessoas em seus momentos.”

sábado, julho 16, 2011

Mais alguns ...

Mais alguns dos meus trabalhos manuais...

Caixa com papel microondulado e EVA

Caixa com papel microondulado e EVA

Trabalho com barbante, cola e fitas

Trabalho com garrafa pet e EVA

Painel feito com EVA

Painel feito com EVA

Painel feito com EVA

Trabalho com garrafa pet e EVA

Lápis 6B

Tinta a oleo sobre tela

Ponto russo

Ponto russo

Boneco de neve com bolas de isopor, fitas, EVA e fibra

Trabalho com garrafa pet e EVA

Trabalho com garrafa pet e EVA

Painel feito com EVA

Trabalho com lápis de cor sobre papel

Trabalho com lápis 6B

Trabalho com lápis de cor sobre papel

Painel feito com EVA

Painel feito com EVA

Trabalho com lápis 6B

Trabalho com lápis de cor sobre papel

Trabalho com lápis de cor sobre papel

Trabalho com lápis de cor sobre papel

Trabalho com lápis de cor sobre papel

Trabalho com lápis de cor sobre papel

Trabalho com lápis 6B

Algumas das minhas "obras"

Algumas das minha obras. Ainda presa ao realismo...
Entre eles, artes e artesanato... 
Lápis de cor, tinta a óleo, EVA... paciência e criatividade.


Trabalho com E.V.A

Trabalho com lápis 6B

Tinta a oleo sobre tela

Lápis de cor sobre papel

Tinta a oleo sobre tela

Tinta a oleo sobre tela

Trabalho em E.V.A.

Tinta a oleo sobre tela

Relatos de professores - Instituto Arte na Escola

Muito interessantes os relatos, sempre nos acrescem algo, valorosas experiências e sugestões de aulas de artes. É sempre bom poder compartilhar e receber sugestões a cerca das artes.
Escolhi o relato A passagem da criança pelo mundo das cores ao efeito da luz, postado pela professora Claudia Alessi, por ser destinada aos alunos do ensino fundamental, pois trabalho com alunos de terceiro ano e na semana passada trabalhei com mosaico sobre CD com eles; e esta técnica de vitrais, não deixa de se familiarizar com mosaico.
O desenvolvimento do projeto feito pela professora foi muito bem estruturado. Próprio para a idade em questão.
A visita para a apreciação dos vitrais na própria cidade e a valorização do artista local que trabalha com essa arte, ressalta como é importante dar valor à arte regional e o devido reconhecimento aos artistas locais.
Mesmo sendo o trabalho final realizado com vidro (que merece uma atenção especial, ainda mais sendo realizado por crianças), a condução dos trabalhos e as maneiras alternativas utilizadas pra a produção do trabalho final são bem escolhidos e surtem efeitos satisfatórios.
A aproximação com os diversos tipos de artes amplia e torna irresistível o fascínio por esse mundo. Sabendo ainda da grande influência da arte no desenvolvimento das demais áreas de conhecimento, e quanto antes nos utilizarmos dessa ferramenta, tanto antes teremos resultados significativos. 

Relatos sobre experiências pessoais de aprendizagem em arte - como aluna

Minhas experiências em artes, assim como de muitas colegas, se resumem a pontilhismo, muita pintura com desenhos prontos, colagens, alguns trabalhos com guache... Mas não recordo de algo que tenha por exemplo, mostrado algo relacionado a história da arte, ou ainda que tivesse proporcionado o contato com algum artista, tanto nacional quanto internacional.
Tive o contato com esse meio por conta própria, depois que pude buscar, pesquisar e aprender, mesmo que de forma autodidata, sobre isso.
Desde pequena, este mundo me sorriu como uma forma de prazer, descontração, alegria, expressão. E com o passar do tempo, tentei unir o útil ao agradável. Uni o prazer que a arte me proporciona, com o trabalho.
Iniciei cursinho de desenho e pintura com alguns dos meus alunos.
Hoje busco uma formação dentro da área que mais amo.
E, enfim, em resposta a pergunta do fórum, realmente, não recordo de algo, na minha infância, que tenha me proporcionado um contato maior com a arte em sua essência.
Mas, considerando que, ainda como aluna, são válidas as experiências que tive pelo curso de artes visuais, além de ter amado a exposição visitada no Instituto Iberê Camargo; ali sim, senti que algo a mais brotou dentro de mim. Ver de perto obras de artista, ter contato real com obras, sentir o pulsar da arte nas telas, me fez dar um sentido a minha aprendizagem. A cada disciplina, a cada novo desfio, construo minha identidade artística e me embriago neste vasto e esplêndido mundo, que é a arte. E venho tentado passar isso aos meus alunos.
Fundação Iberê Camargo

 

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